domingo, 23 de fevereiro de 2014

Entrevista com Rui Ribeiro de Campos.

O Professor Rui Ribeiro de Campos é graduado em Filosofia, Estudos Sociais e Geografia pela PUC – Campinas. Fez mestrado em educação também pela PUC e doutorado em Geografia na UNESP- Rio Claro. Foi professor titular da PUC – Campinas de Epistemologia da Geografia, Pensamento Geográfico Brasileiro e Geografia Política.
Durante muitos anos trabalhou com o ensino de geografia através da música popular brasileira.
Confiram a entrevista que o pesquisador concedeu ao Tecendo em Reverso sobre a importância da música na educação dos nossos jovens.


                                                                    Arquivo pessoal do pesquisador.


Tecendo em Reverso - Qual é a importância da arte como recurso pedagógico?

RUI RIBEIRO DE CAMPOS - Educar já é uma arte. Mas a proposta é de utilização de outras formas de arte para realizar o trabalho educacional: poemas e letras de canções. Trabalhar com sons colabora para o aprimoramento da sensibilidade. Descobrir o som de certos versos também é fundamental; além disso, contribui para aprimorar o vocabulário e estimular os alunos a realizarem essa experiência humana. E fazer uma atividade interdisciplinar é uma forma de o aluno sentir que o processo de aprendizagem não é isolado, que existe ligação entre disciplinas trabalhadas, que um mesmo conceito pode estar na narrativa de um conto, no enredo de um filme, num quadro, numa escultura, na letra de uma canção. No entanto, no Brasil, não se trabalha seriamente a arte no processo educacional, pois desde a infância muitos pais já possuem uma perspectiva profissional para seus filhos e desejam da escola somente conteúdos “técnicos” que sejam “úteis” no futuro.

Tecendo em Reverso - Especificando-se o ensino de Geografia. Como utilizar letras de MPB na ilustração dos temas abordados?

RUI RIBEIRO DE CAMPOS - A proposta é que a disciplina Geografia utilize determinadas letras de canções para analisar aspectos estudados no decorrer do conteúdo programado. O que fizemos nos artigos foi sugerir determinados temas e algumas letras que podem ser utilizadas em sala de aula. Deixou-se em aberto o momento: início, meio ou final do assunto tratado; e também se procurou mais caracterizar a situação do que analisar especificamente a letra, deixando isso para o docente. Existem outros temas (e letras de músicas relativas a eles) nos quais se pode fazer a mesma coisa. A tentativa foi de sugerir aos docentes de Geografia que façam isso, que dialoguem com a realidade também dessa maneira.

Tecendo em Reverso - Sabe-se que hoje em dia o “conhecimento de mundo” do aluno, leia-se, bagagem cultural é muitas vezes rechaçado pela escola, ou seja, há muito preconceito em relação às manifestações musicais,como: funk e rap. Como apresentar aos alunos outros movimentos musicais sem ignorar o que eles trazem do cotidiano?

RUI RIBEIRO DE CAMPOS - O baixo nível da população brasileira relativo a um conhecimento mais sistematizado tem atrapalhado bastante os professores em sala de aula. A estratégia depende de qual setor os alunos integram. Para os mais marginalizados creio que a estratégia mais adequada é a de estimulá-los a fazerem um rap cuja letra retrate problemas de seu cotidiano. A partir daí se introduziriam letras um pouco mais “sofisticadas”, mais relacionadas a problemas brasileiros semelhantes. Por essas razões, o professor não deve colocar músicas (com letras, é claro) em sala de aula sem planejar adequadamente, para que não se pense que é somente uma pausa do que se está “dando” em sala de aula. A canção deve integrar o conteúdo como mais uma expressão – cultural – da situação estudada.

Tecendo em Reverso - Os anos de chumbo da ditadura civil-militar no Brasil deram ao nosso país uma lavra significante de músicas com letras que mostravam indignação em relação ao regime. O Sr. destacaria algum compositor desta época que contribuiu para isso?

RUI RIBEIRO DE CAMPOS - Para mim, o destaque entre aqueles que conseguiram driblar a censura foi Chico Buarque, principalmente após o AI-5. Antes disso, poucas letras desse compositor foram fundamentais para que se colocasse, sob a forma de canção, o que se sentia em relação ao poder autoritário instalado no país. Uma das mais significativas foi “Sabiá”, um prenúncio, uma canção que retratava o “exílio interno”, possibilitando que , enquanto Geografia debata o regime militar, a área de literatura trabalhe com Gonçalves Dias. Depois de 1969, foi ele um dos compositores mais coerentes na luta contra a opressão. Pode-se começar citando “Apesar de Você”, escrita especialmente para o ditador Médici, continuando com “Cálice”, “Milagre Brasileiro” e “Vence na vida quem diz sim” (letras conhecidas no final do regime), “Angélica” (muito bonita e triste, ao mesmo tempo, sobre Zuzu Angel), “Samba de Orly”, “Deus lhe pague”, “Linha de Montagem” e outras. Contudo, existem outros letristas que também tentaram driblar a censura para que se pudesse ter uma pequena sensação de estar livre (somente a sensação), como Sérgio Ricardo, Gonzaguinha, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro.

Tecendo em Reverso - No seu trabalho encontramos músicas, como: Meninos do Brasil de Gonzaguinha e Povo da Raça Brasil de Milton Nascimento e Fernando Brant. No seu ponto de vista qual é a música que melhor traduz o povo brasileiro na conjuntura política atual?

RUI RIBEIRO DE CAMPOS - Dessas duas? Acredito que a do Gonzaguinha, principalmente por conter mais relatos de mazelas. A situação do país melhorou em relação ao final da década de 1980, mas muito do que ainda existe está na letra de Meninos do Brasil. Embora ache que a que melhor reflete o Brasil atual seja “Cara do Brasil”, de Celso Viáfora e Vicente Barreto, feita uma década depois.

Espaço do pesquisador:
A proposta de trabalhar MPB em aulas de Geografia resulta de minha experiência anterior como professor do ensino médio. Permaneço acreditando que ela pode ser utilizada por diversas disciplinas, principalmente em um trabalho conjunto. No entanto, é somente um recurso pedagógico, que não substitui o conteúdo, e a música não deve ser colocada somente para tornar a aula mais “agradável”. Ao mesmo tempo, consegue-se mostrar a riquíssima variedade musical do país e impedir que ela seja “engolida” pelo domínio de formas musicais estrangeiras.

Abraços,
Juliana Gobbe


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Marcos Lima

Dando continuidade ao ciclo de entrevistas com os pesquisadores da educação no Brasil, o blog Tecendo em Reverso entrevistou o pesquisador Marcos Lima  que defendeu em 2012 na Unicamp sua dissertação de mestrado com o tema : Educação, trabalho e hegemonia no Região Metropolitana de Campinas: uma análise da ação estratégica do “terceiro setor” e suas implicações político-pedagógicas. 
 A dissertação contou com a orientação do Drº José Claudinei Lombardi (Unicamp).
O blog Tecendo em Reverso parabeniza Marcos Lima por esta valiosa contribuição para a educação brasileira.

                                                                        Arquivo pessoal: Marcos Lima

Tecendo em Reverso -Tratando-se de “educação e hegemonia”. Quais foram as contribuições da obra de Antonio Gramsci quando se enfoca a crítica do “terceiro setor”?

MARCOS LIMA - Primeiramente, gostaria de parabenizar a Juliana pela organização deste importante instrumento de articulação entre a pesquisa acadêmica e a educação básica. Sem iniciativas como esta, incorremos no equívoco de permitir, aludindo a Marx e Engels, que nossos esforços sejam lançados à “crítica roedora dos ratos”.
Gramsci traz consigo uma premissa marxiana, segundo a qual “nenhuma sociedade se dissolve e pode ser substituída antes que se tenham desenvolvido todas as formas de vida implícitas em suas relações”. Tal alerta nos impediu de enveredarmos pelos caminhos tentadores de entendimento baseados no senso comum que transformou a tal “sociedade civil” em um espaço de virtudes, enquanto o Estado, identificado com a ditadura militar, era “satanizado”. Ao afirmar que devemos distinguir no estudo de uma estrutura os movimentos orgânicos (relativamente permanentes) dos movimentos de conjuntura (ocasionais, imediatos, quase acidentais), o referencial teórico-metodológico gramsciano nos impediu de realizarmos uma “crítica política miúda”, buscando numa periodização mais ampla as raízes do “terceiro setor”. Qual não foi nosso espanto ao perceber que a aliança dos EUA com setores civis de nossa sociedade, através da “Aliança para o Progresso”, preparava um campo de ação estratégica que neutralizava de forma preventiva o conflito social. Implementava-se em terras tupiniquins um tipo de sociabilidade já destacado por Alexis de Tocqueville, em sua obra A democracia na América, escrita entre os anos de 1835 e 1840, fundamentada na prevenção dos conflitos sociais, através da “preparação” dos indivíduos para a participação, racionalizando-se, assim, a democracia. Seguindo as orientações metodológicas de Gramsci, pudemos observar que as estratégias mais desenvolvidas de hegemonia, no caso a estadunidense, através da mediação de seus intelectuais, vinham em auxílio aos grupos nacionais dominantes, ameaçados pelo contexto nacional-desenvolvimentista que possibilitava a emergência das camadas populares como sujeitos históricos.  Uma forma de Estado mais complexa e eficiente na prevenção dos conflitos, sobretudo aqueles fundamentados no antagonismo de classe, emerge a partir dos anos pós-ditadura civil-militar. Trata-se de uma forma “integral” de Estado, em que os aparelhos privados de hegemonia são incorporados, instrumentalizando-se as iniciativas de emancipação das camadas subalternas. A partir da concepção gramsciana de Estado, concluímos que a tal “lógica da sociedade civil organizada”, advogada pelos defensores do “terceiro setor”, representava na verdade a expansão dos “tentáculos” do Estado sobre os espaços de organização dos movimentos populares, anulando seu caráter contestatório, preparando o caminho para as reformas neoliberais orquestradas pelo capital monopólico internacional.

Tecendo em Reverso - Na sua dissertação, lemos:“O “terceiro setor” é apresentado como solução para a separação entre o público e o privado. Através dessa esfera, o público (Estado) e o privado (mercado) se articulariam, materializando-se no “público, porém privado”, realizando-se atividades públicas através da iniciativa privada”. De que maneira articula-se atualmente a “privatização” dos espaços públicos brasileiros?

MARCOS LIMA - O conceito “público, porém privado” foi cunhado por Luiz Carlos Bresser Pereira, nomeado para o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Com este conceito, os reformadores do Estado brasileiro adequavam-se ao discurso neoliberal da “terceira via”, cujo principal representante é Antony Guidenns, mentor das reformas que deram origem ao New Labor de Tony Blair na Inglaterra. Como resposta àqueles que afirmavam ser o governo o inimigo e, por outro lado, àqueles que defendiam a tese de que o Estado é a solução, a “sociedade civil” foi transformada em “parceira do Estado na execução dos serviços sociais”. Através desse sofisma, foram introduzidas diferentes formas de privatização dos serviços públicos, seja através de sua transferência direta às tais ONGs, seja através da atuação de instituições como a Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC), impondo-se o que tenho chamado de “reestruturação flexível do trabalho escolar”. A tal “sociedade civil organizada” engloba desde setores empresariais até representantes sindicais das diferentes categorias do magistério, o que resulta em movimentos como o “Compromisso Todos pela Educação”, que através de um “pacto social” acaba por controlar o conflito fundamentado nos interesses de classe que marcam a história da educação brasileira. Portanto, não se trata meramente de transferir o trabalho escolar às grandes corporações educacionais que impõem à educação pública a lógica do mercado, transformando em valor de troca (mercadoria) o valor de uso (instrumento de humanização) presente na escola. Em última instância, institui-se o consenso em torno das “pedagogias do aprender a aprender”, com a ajuda de setores populares que, ao enveredarem de forma acrítica pelo campo de ação estratégica do “terceiro setor”, acabaram por inserir-se estruturalmente no processo de expansão e controle do Estado neoliberal sobre as formas de representação das camadas populares, processo cujo resultado tem sido a institucionalização dos legítimos movimentos populares em defesa da educação, tratando-se de uma forma sui generis de privatização, fundamentada na imposição da lógica liberal. Atualmente, tenho pesquisado as transformações sofridas pela pedagogia da educação popular durante esse período histórico, analisando a possível instrumentalização da pedagogia freireana pelo ideário das reformas educacionais em curso, fundamentadas no aprender a aprender, que tem como grande marca a perda da especificidade do trabalho educativo, qual seja, nos dizeres de Saviani: “produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo”. Ao que parece, socializar a escola como instrumento de humanização não está na agenda do capital, o que nos faz entender o esvaziamento de conteúdo da escola pública, expressão do processo cada vez mais acentuado de privatização, sobretudo, do saber elaborado, perpetuando-se a divisão do trabalho sobre os moldes capitalistas.

Tecendo em Reverso - Como ocorrem as políticas neoliberais na educação brasileira?

MARCOS LIMA -Em síntese: de um lado a reestruturação flexível do trabalho escolar anteriormente citada, por outro a hegemonização da “pedagogia do aprender a aprender”, substrato pedagógico do que Newton Duarte chama de “sociedade das ilusões”. Todo o conhecimento histórico e acúmulo de experiências na trajetória humana perderam a centralidade para um eterno presente, ao qual basta o desenvolvimento de “habilidades” e “competências”, tendo os indivíduos que responder às necessidades de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Um dos elementos presentes na teoria da produção capitalista de Marx é a concorrência, pertencendo à essência mais íntima do capital, que busca ocultar sua verdadeira base, fundamentada na exploração do trabalho. Portanto, trata-se de um sofisma o pilar “aprender a viver com os outros”, posto que, ao atingirmos patamares tão elevados de tecnologia, capazes de ampliar cada vez mais o tempo livre para os homens desenvolverem a totalidade de suas capacidades, a única justificativa para a manutenção da concorrência é a tentativa ensandecida do capital recuperar sua taxa de lucro, após as décadas de crise.

Tecendo em Reverso - Qual é o papel da “sociedade civil” nos movimentos populares?

MARCOS LIMA - Primeiramente, é necessário desmistificar o conceito de sociedade civil. A partir do processo de “transição tutelada”, orquestrado pelos militares, a partir de meados da década de 1970, esse conceito, juntamente com o conceito de cidadania, adquiriu um lugar de destaque, não somente no léxico dos reformadores neoliberais, pois grande parte da esquerda de forma licenciosa passou a utilizá-lo. À luz das pistas deixadas pela obra de autores como Armand Dreifuss, minha pesquisa demonstra que a dicotomia Estado/sociedade civil não colabora para o entendimento do processo histórico que resultou na “satanização” do Estado e hipertrofia da sociedade civil, ou, como diz Carlos Montaño, na transição da lógica do Estado para a lógica da sociedade civil. Tal dicotomia oculta o processo de expansão e controle dos conflitos sociais pelo Estado. Setores conservadores da sociedade civil não somente participaram do golpe de 1964 como colaboraram ativamente na construção do consenso a partir da década de 1980, dissimulando-se a luta de classes através da ação estratégica do “terceiro setor”. Destituindo-se de centralidade a categoria da luta de classes, o conceito de sociedade civil se torna um nebuloso emaranhado de interesses difusos que não permitem a percepção da totalidade concreta que é o sistema capitalista.

Tecendo em Reverso - A militante boliviana Domitila Chungarra é mencionada na sua dissertação como um exemplo de luta frente às estratégias do capital. Como ocorre a articulação feminina dentro do movimentos sociais contemporâneos?

MARCOS LIMA - Domitila faleceu em 2012, momento em que minha pesquisa era concluída. A referência a essa militante colabora para o enfrentamento da lógica anteriormente descrita.  Primeiramente, pelo fato de que o enfrentamento desenvolvido pelo Comitê de Donas de Casa do Distrito Mineiro Século XX, do qual Domitila era integrante, articula fundamentalmente a libertação das mulheres à libertação sócio-econômica, política e cultural do povo. Movimentos sociais populares brasileiros como o Movimento dos Sem Terra, à semelhança dos mineiros bolivianos, buscavam em meados da década de 1980 relacionar a luta das mulheres com a luta mais geral da classe trabalhadora. Ainda que a questão feminina tenha suas especificidades, não se desarticula da luta contra a exploração capitalista, superando os limites da emancipação ancorada no acesso ao mercado e o fim da opressão masculina. A partir dos anos de 1990, Nancy Frase, feminista norte-americana, tem se destacado no mundo acadêmico como defensora do cruzamento das questões referentes ao “reconhecimento” e as questões “redistributivas” (próprias do socialismo). Homens e mulheres devem lutar em uníssono contra as mazelas do sistema capitalista que potencializam a exploração não somente destas últimas, como também de negros, imigrantes, crianças, homossexuais etc. É preciso cuidado ao analisar os tais “novos movimentos sociais”, pois o que se apresenta com a roupagem democrática da defesa dos direitos das “minorias” pode incorrer na fragmentação das lutas sociais desenvolvidas pelos setores subalternos, fragilizando-se a luta da classe trabalhadora. No que se refere à educação especificamente, penso que a luta pela escola pública desenvolvida pelos defensores da pedagogia histórico-crítica de Dermeval Saviani se constitui em um elemento estratégico para a articulação das diferentes lutas. A construção de uma escola pública de qualidade, fundamentada no trabalho como principio educativo, deve subsidiar a compreensão da totalidade social, ao mesmo tempo em que a prática social ancorada na realização dessa tarefa pode possibilitar a emergência de um novo individuo, cujos interesses coincidam com as necessidades do gênero humano e sua busca pela omnilateralidade.  A questão feminina deve ser articulada a essa estratégia, posto que ao capital é até admissível a inserção das mulheres no mercado de trabalho, desde que não dominem a complexidade do processo produtivo e mantenham a concorrência entre os diferentes segmentos.

Abraços,

Juliana Gobbe

sábado, 30 de novembro de 2013

Gramsci em pauta.


Na última 5ªfeira ocorreu na Faculdade de Educação da Unicamp uma mesa redonda sobre o filósofo italiano Antonio Gramsci.
Na ocasião o professor emérito da Instituição Dr. Dermeval Saviani e seus convidados: Dr. Paolo Nosella e Dr. Leandro de Oliveira Galastri mediados pelo também professor da Unicamp: Dr.José Claudinei Lombardi discutiram  o vigor do pensamento gramsciano na atualidade.
Após o debate aconteceu o lançamento do livro: Gramsci no limiar do século XXI.
O evento foi organizado pela coordenadora do HISTEDBR_Unicamp:Dra. Mara Regina Jacomeli em parceria com o Dr. Eraldo Leme Batista.



    Após a apresentação dos convidados feita pelo Dr.José Claudinei Lombardi o Dr. Dermeval Saviani discorreu sobre a influência da obra gramsciana na pedagogia.
       



                     Na foto acima o Dr. Eraldo Leme Batista um dos organizadores do evento.

Dica de Leitura:


terça-feira, 19 de novembro de 2013

MESA REDONDA: GRAMSCI NO LIMIAR DO SÉCULO XXI


No dia 28 de novembro de 2013, o grupo de estudos e pesquisas: HISTEDBR promoverá um debate na Faculdade de Educação da Unicamp às 15:00hrs. O evento contará com a participação do Professor Emérito: Dermeval Saviani e convidados. Na ocasião também será lançado o livro: Gramsci no Limiar do Século XXI.


DEBATETORES:
Dr. Dermeval Saviani
Doutor em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1971). Livre-docente e Professor Titular de História da Educação da UNICAMP. É Professor Emérito da UNICAMP, Pesquisador Emérito do CNPq e Coordenador Geral do Grupo de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" (HISTEDBR).
Dr. José Claudinei Lombardi (Mediador)
Doutor em Filosofia e História da Educação, pela Universidade Estadual de Campinas (1993) e livre-docência em História da Educação na Faculdade de Educação da Unicamp. Atualmente é professor livre-docente da Universidade Estadual de Campinas. É coordenador executivo do Grupo de Estudos e Pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" (HISTEDBR)
Dr. Paolo Nosella
Doutor em Filosofia da Educação na PUC/SP, respectivamente, nos anos de 1977 e 1981. Professor titular em Filosofia da Educação na Universidade Federal de São Carlos/SP, onde trabalhou desde 1979 nos cursos de Pedagogia, Mestrado e Doutorado em Fundamentos da Educação. Nesta, foi Diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas (1980-1984), Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação (1999-2000), Chefe do Departamento de Educação (2002-2005). Atualmente, como Pesquisador Sênior do CNPq, desenvolve um projeto sobre Ensino Médio: formação ou profissionalização? . É líder do Grupo de Pesquisa- GRUPISTED: Grupo de Pesquisa em Instituições Educativas.
Dr. Leandro de Oliveira Galastri
Doutor em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 2011. Atualmente é professor pesquisador da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). No momento desenvolve pesquisa sobre a questão das classes sociais e grupos subalternos na obra de Antonio Gramsci, com ênfase na relação entre esses e a reprodução das instituições do Estado capitalista.

Abraços,
Juliana Gobbe